terça-feira, 22 de junho de 2010

Papel ao vento

Folha de papel sobre a calçada, grudada, imóvel e lisa.De repente bate o vento repentino a desgruda do chão, antes tão segura é levada as alturas, Leva longe, a lugares antes nunca nem imaginados, faz sentir frio na barriga, faz surpresas, traz novos amigos, faz feliz, faz piruetas, faz acrobata, faz ginasta, um completo equilibrista. Faz sorriso, faz encanto.Aos poucos para de girar, plana, rodopia, o vento acaba e a folha cai e chega ao chão.Qual o valor de ventos memoráveis, tempestades e grandes ciclones se a folha voltasse intacta?Amor pra mim é vento forte que me comprime o peito e me molda, pra em fim quicar no chão como bolinha de papel. Outro vento, nada melhor que perder o fôlego.

da vida eu quero tudo, mas no momento certo.

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