o grande lance é doação, quem se doa perde tudo, perde o corpo e a alma. e junto vai também vergonhas e pudores.
Não me venha com pudores menores de não saber segurar um cigarro e servir uma cerveja.
Quem é do palco nem sempre é puta e nem beata.
Beatas não se trocam sem malícias.
Pra isso tudo, antes de qualquer doação é preciso conhecer-se.
como que se doa algo que nem se sabe o que é?
como se doa o que não se tem?
Vem, vem comigo ver o mundo que a gente faz.
Vem que eu te respondo como é que faz.
Vem, vem comigo que eu te digo; como é ver o mundo sobre o que há além de nós.
Vem, que eu te falo como é e faz bem ser o melhor.
me diz, como que você se sente ai de cima?
me fala, como é encarar caras que não se vê mais.
Me responde como é ser o dono do mundo e ter em si a rotação e a translação de olhares e ouvidos, atentos ao que você faz e diz?
Eu te digo que o frio na barriga é o meu alimento e as palmas ao meu redor o meu prazer.
vem aqui que eu te conto um segredo.
eu tremo as vezes.
eu perco o fôlego.
mas não me entrego.
olho nos seus olhos.
mas certamente não sou eu.
eu confesso.
que apesar de tudo sem eles eu nada sou.
porque o meu gozo é quando deixo a escuridão e renasço em luz.
e no fim, quando eu sozinho, me sento na beira do altar sagrado,
me lembro do som de suas gargalhadas.
é a elas a quem reverencio.
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eu já disse que amo ler tudo o que vc escreve?!...é, eu amo... é como se eu conseguisse ler o Mandu ai de dentro...é lindo...mais lindo que seus olhos...eu amo!
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