Pensando bem
"...
Todas as cartas de amor são ridículas, Não seriam cartas de amor, se não fossem ridículasTambém escrevi, no meu tempo, cartas de amor como as outras, ridículas. As cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas. Quem me dera o tempo em que eu escrevia, sem dar por isso, cartas de amor ridículas. Afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas
(...)
Quanto a mim o amor passou.
Eu só lhe peço que não faça como gente vulgar. E não me volte a cara quando passa por si.
Nem tenha de mim uma recordação em que entre o rancorFiquemos um perante o outro. Como dois conhecidos desde a infância. Que se amaram um pouco quando meninosEmbora na vida adulta sigam outras afeições. Conserva-nos, escaninho da alma, a memória de seu amor antigo e inútil."
Pensando bem, Maria tem exclusivamente toda a razão.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
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