O que digo agora neste instante, é autobiográfico e endereçado a todos que junto a mim trilharam cinco anos de um caminho em comum. O grande caminho da Arquitetura e do Urbanismo.
Hoje, eu lamento, mas não posso dizer que é o dia mais glorioso de nossas vidas.
Pelo contrário, é o primeiro de muitos deles.
A gente quando é jovem, é imediatista, acha que tudo o que se vive é pra sempre.
Eu, na minha ignorância juvenil, achava que aos dezoito anos possuía todos os amigos que eu poderia desejar pelo resto de minha vida. Sim eles, os verdadeiros amigos, prevaleceram, alguns mais outros menos distantes, mas a grande maioria sempre presente, ou ao meu lado ou nos esporádicos encontros, porém muito desejados.
A vida nos trás surpresas e nos ensina que a gente nunca sabe o bastante, nunca imagina o que vem pela frente.
Hoje somos quase incapazes de imaginar o que seria de cada um de nós se não tivesse tido a presença deste ou daquele colega, que hoje chamamos de amigo. Aqueles que a vida trouxe de dentro das salas de aula para dentro de nossas casas.
Há pessoas aqui que para mim assim que como para muitos de vocês significam muito, irmãos de alma.
A nossa grande lição, além do Conforto Ambiental, da Proporção Áurea e da Ética Profissional é nunca duvidar do que a vida nos reserva.
Meus filhos, ao contrário de mim e de muitos de vocês, não escutarão somente histórias dos encontros de Arquitetura, não conhecerão somente de nome ou de simples encontros casuais os meus grandes amigos de faculdade. Pelo contrário, meus filhos conhecerão pelo nome e conviverão com muitos de vocês, por que meus filhos vão ouvir todas as nossas historias, não só de mim, mas de muitos de vocês e espero que os seus filhos assim como os meus também possam um dia sentir, o que eu sinto hoje e que eles também possam um dia afirmar: Eu os terei sempre ao lado, perto ou longe, ao alcance de minhas mãos ou ao alcance do meu coração, os meus grandes amigos.
A gente se ilude, acha que manda nos caminhos que seguimos e esquece que os caminhos na verdade não existem, que os caminhos se fazem conforme os nossos passos, deixamos pegadas.
Eu aguardo as suas pegadas ao lado das minhas.
Que a amizade nunca morra e que esse brilho que eu vejo hoje em nossos olhos nunca se apaguem.
E que a aceitação de cada um como realmente ele é nunca seja esquecida..
Assim como a minha vida, ainda me surpreende e me faz rir, que os nossos desejos de amizade sejam os mesmos e que as nossas prioridades, mesmo mutantes, sejam sempre fiéis ao que vivemos juntos.
Sentirei saudades das noites interminaveis de projeto e TFG.
E que continuemos sempre amigos, perto ou longe, durante as rugas que começamos a colecionar....
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O amor muda tudo, ou quase nada.
Encontrei brilho nos seus olhos por acaso,
brilho de lua do orvalho passado
Fez-se silêncio e o mundo parou
e talvez esse brilho esteja opaco
como aço e enferrujou
A realidade, pedra bruta e pelada
da rotina acomodada.
Espalho pensamentos
que me trazem lembranças e momentos.
Não há mais espaço
pra duvidas e
incertezas
de futuro
O amor passou e deixou seu rastro.
Enfrentamos meio mar sem mastro.
Não me diga que é sem sentido
Não me iluda com o seu sorriso
Sinto falta da liberdade.
Na realidade,
o amor muda tudo e acalma o mar,
o quase nada deixa duvida
incomodar.
brilho de lua do orvalho passado
Fez-se silêncio e o mundo parou
e talvez esse brilho esteja opaco
como aço e enferrujou
A realidade, pedra bruta e pelada
da rotina acomodada.
Espalho pensamentos
que me trazem lembranças e momentos.
Não há mais espaço
pra duvidas e
incertezas
de futuro
O amor passou e deixou seu rastro.
Enfrentamos meio mar sem mastro.
Não me diga que é sem sentido
Não me iluda com o seu sorriso
Sinto falta da liberdade.
Na realidade,
o amor muda tudo e acalma o mar,
o quase nada deixa duvida
incomodar.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Entre aspas
"Sempre desprezei as coisas mornas,
as coisas que não provocam ódio nem paixão,
as coisas definidas como mais ou menos,
um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos.
Tudo perda de tempo.
Viver tem que ser perturbador.
É preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados,
e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco,
sua adoraçao ou seu desprezo.
O que não faz você mover um músculo,
o que não faz você estremecer, suar, desatinar,
não merece fazer parte da sua biografia..."
(Trecho de O Divã)
as coisas que não provocam ódio nem paixão,
as coisas definidas como mais ou menos,
um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos.
Tudo perda de tempo.
Viver tem que ser perturbador.
É preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados,
e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco,
sua adoraçao ou seu desprezo.
O que não faz você mover um músculo,
o que não faz você estremecer, suar, desatinar,
não merece fazer parte da sua biografia..."
(Trecho de O Divã)
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